Crazy777 - Mercado de veículos seminovos reage à crise e tem alta de 9,1% em outubro

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Balanço da Fenauto revela 1.467.037 veículos comercializados em outubro de 2020, contra 1.397.247 no mês anterior. Segmento consegue ver luz após pandemia da Covid

Reinvenção é palavra de ordem para o mercado de usados e seminovos

Após um período ruim de negócios no mercado automotivo como um todo, devido à pandemia, o setor de carros seminovos e usados assiste a um processo de recuperação, segundo relatório da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), divulgado no início de novembro.

O balanço do mês de outubro revela que o segmento está conseguindo superar os efeitos do coronavírus, que principalmente entre março e abril foram severos para a maioria das empresas especializadas em veículos. No último mês, conforme o estudo, o resultado nas vendas ficou 5% maior que o volume aferido em setembro. Foram comercializados 1.467.037 veículos, contra 1.397.247. O índice verificado em outubro já é 9,1% maior do que o mesmo mês de 2019.

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Conforme a Fenauto, os modelos de automóveis mais procurados em outubro foram os seminovos com até 3 anos de uso, com um aumento na procura de 7,8%, seguidos pelos usados jovens (com 4 a 8 anos), com 5,2%, usados maduros (entre 9 e 12 anos), com 4,3% e, entre os carros com mais tempo de uso, superior a 13 anos, o dado é de 3,9% a mais na procura. No topo da lista de preferência entre os consumidores, segundo a entidade, o Gol continua como campeão do ranking, com 85.176 unidades comercializadas em outubro.

Segundo outra pesquisa, da Kelley Blue Book Brasil (KBB Brasil), indicador de preços de carros novos e usados do mercado brasileiro, se considerado o âmbito nacional, em setembro os modelos seminovos apresentaram alta de 1,28% nos preços, com o maior reajuste positivo observado entre os carros de ano/modelo 2020, de 1,87%.

A projeção é de que os bons números se estabeleçam até o fim do ano, quando as vendas, naturalmente, ficam mais aquecidas. Esta retomada, em um momento em que a pandemia ainda reflete em diversos segmentos da economia, mostra no mercado automotivo empresas estruturadas e que vêm conquistando, ainda assim, a confiança do consumidor.

O receio em utilizar transportes coletivos ou mesmo veículos compartilhados, por conta do risco de contaminação pela Covid-19, é um dos fatores que tem feito as pessoas retomarem a preferência por ter um carro próprio. A facilitação às linhas de crédito e a atual taxa Selic no patamar mais baixo da história também influenciam nesse sentido, e refletem diretamente na decisão de compra.

No segmento dos seminovos, outro fator que causa o aumento da procura, segundo Flávio Maia, sócio fundador da AutoMAIA Veículos, é justamente a falta de carro zero quilômetro no mercado. O empresário observa ainda o comportamento das pessoas em migrar para localidades mais distantes, saindo dos grandes centros urbanos, quando o trabalho muitas vezes acontece dentro de casa, o que acentua a questão da mobilidade. “Um outro efeito da pandemia que começa a surgir é a ideia do cliente no sentido de não ficar esperando demais para comprar um carro, já que não sabe o que vai acontecer amanhã”, pontua.

No panorama do momento no mercado automotivo, está a constatação sobre o desequilíbrio entre oferta e procura, além da dificuldade de acesso à matéria-prima, que influi nessa escassez da oferta de carros novos. O ano é realmente atípico – todas as projeções para 2020 tiveram que ser adaptadas em função da pandemia. Entre março e abril, quando aconteceu o fechamento de quase todos os estabelecimentos comerciais em Belo Horizonte, o período foi de dificuldades.

Nesse contexto, reinvenção é palavra de ordem. Além da ampliação de alcance do digital, com presença robusta também nas redes sociais, a diversificação de mídias tomou força de lei, ainda mais diante de um cliente cada vez mais maduro, exigente e bem informado. A AutoMAIA, por exemplo,  realiza uma série de ações, inclusive com o Crazy777. Além disso, contratou o jornalista mineiro Fernando Rocha para a campanha publicitária em televisão, rádios e jornais.

O presidente da Assovemg (Associação dos Revendedores de Veículos de Minas Gerais), Glênio Leonardo de Oliveira Júnior, informa que a estimativa entre as montadoras é de que, até março de 2021, os estoques das concessionárias estarão normalizados e explica como isso pode impactar as vendas dos veículos seminovos.

“Muitos veículos usam componentes importados, taxados em dólar, o que provoca algum aumento de preços nos carros zero quilômetro. Mesmo os componentes nacionais já se encontram com preços mais elevados. Assim,  os  preços  dos  carros  novos  deverá  sofrer  mais algum aumento e, mesmo com a presença desses automóveis no mercado, os seminovos ainda continuarão com preços bastante atrativos para os comerciantes.”

Glênio reforça que o momento é de investir. Ainda que aconteça uma estabilização de preços dos seminovos até o início do próximo ano, o mercado continuará promissor aos negócios.

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Para Flávio Maia, a projeção para o fechamento de 2020 é a melhor possível, e nisso pesa conseguir comprar mais veículos seminovos, e de qualidade, para revender aos clientes. “Temos tudo para encerrar o ano com chave de ouro, desde que mantenhamos um nível mínimo de abastecimento na loja”, conta.

Ele considera que, para 2021, o divisor de águas será o surgimento de uma vacina contra o coronavírus. “Até que isso aconteça, esse cenário se mantém. Por outro lado, como vem ocorrendo nos Estados Unidos e na Europa, se acontecer uma nova onda, com o fechamento do comércio mais uma vez, aí podemos vivenciar um momento ainda mais complicado”, opina. Fonte: Redação e Romano Comunicação